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Consultoria em Branding e Marketing

O tráfego pago vai ficar mais caro em 2026 e você precisa estar atento

  • Foto do escritor: Claudio Ozorio
    Claudio Ozorio
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Se você investe em anúncios digitais, existe uma mudança importante acontecendo agora e muita gente ainda não percebeu o impacto real dela.


As grandes plataformas de mídia digital vêm sinalizando que parte dos novos custos regulatórios e tributários será repassada ao mercado anunciante. Na prática, isso representa um aumento estimado entre 10% e 12% no custo da mídia.


Pode parecer pouco à primeira vista, mas o efeito é direto.


Um negócio que investe R$ 1.000 por mês pode precisar investir cerca de R$ 1.120 apenas para manter o mesmo volume de alcance e resultados. Em operações maiores, com investimentos de cinco ou seis dígitos, esse aumento altera completamente a dinâmica do orçamento.

Mas esse não é o único fator em jogo.



O efeito ano eleitoral no custo do tráfego


2026 é ano eleitoral. E historicamente, anos eleitorais pressionam o mercado de mídia digital.

O motivo é simples: aumenta drasticamente o número de anunciantes ativos. Campanhas políticas, movimentos institucionais, disputas regionais e nacionais elevam a concorrência por inventário nas plataformas.

Isso gera efeitos clássicos:

  • Aumento de CPM (custo por mil impressões)

  • Alta no CPC (custo por clique)

  • Redução de alcance orgânico indireto

  • Mais instabilidade nos resultados

Na prática, significa pagar mais caro para disputar o mesmo espaço.


O maior erro de quem anuncia nas redes


Existe um equívoco comum entre empresários: achar que concorre apenas com empresas do mesmo segmento.

No ambiente digital, isso não existe.

Quando você anuncia no Instagram ou no YouTube, você não disputa só com seu concorrente direto. Você disputa com qualquer marca, creator ou negócio que queira atenção naquele momento.

Seu anúncio aparece na mesma tela onde o usuário vê:

  • uma promoção de pizza

  • uma oferta da Amazon

  • um trailer de série

  • uma loja de roupas

  • um influenciador

A disputa não é por categoria. É por atenção.

E atenção é um recurso escasso.


O fim do amadorismo no tráfego pago


Durante anos, o crescimento das plataformas permitiu resultados mesmo com estratégias amadoras. Bastava impulsionar um post ou “alguém que mexe com tráfego” para gerar retorno.

Esse cenário mudou.

Com mídia mais cara e mais concorrida, erros básicos custam caro:

  • público mal definido

  • criativos fracos

  • falta de posicionamento

  • ausência de funil estruturado

  • campanhas sem leitura de dados

O famoso “chama o sobrinho que ele faz tráfego” começa a se tornar uma decisão cara, não só financeiramente, mas em perda de relevância.


O que passa a fazer diferença


Se o custo do tráfego sobe, a eficiência vira o diferencial.

Empresas que tendem a performar melhor nesse novo cenário têm alguns pontos em comum:

Clareza de posicionamentoMarcas que sabem quem são e como querem ser percebidas convertem melhor.

Definição real de públicoNão apenas público-alvo genérico, mas público comprador.

Criativos estratégicosNão é sobre estética, é sobre mensagem que gera ação.

Leitura de dadosQuem sabe interpretar números, ajusta rápido e perde menos dinheiro.

Integração com brandingTráfego sem marca forte vira commodity.


O tráfego vai acabar? Não. Vai amadurecer.


Mesmo com custos maiores, o tráfego pago continua sendo uma das ferramentas mais poderosas de crescimento.

A diferença é que ele está entrando em uma fase mais madura.Mais técnica.Mais estratégica.Menos permissiva com improviso.

Empresas que entenderem essa virada antes tendem a ganhar vantagem competitiva.

As que ignorarem, provavelmente vão sentir no caixa.


Um novo ciclo para quem anuncia


Se existe uma palavra que resume o tráfego pago daqui para frente, é profissionalização.

Não necessariamente gastar mais.Mas gastar melhor.

Isso envolve revisar estratégia, posicionamento, público, estrutura de campanhas e até a própria proposta de valor da marca.

Porque, no fim, mídia paga amplifica o que já existe. Se a base é fraca, ela só acelera o desperdício.

Se a base é sólida, ela acelera crescimento.

 
 
 

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